terça-feira, maio 17, 2011

Teatro do Oprimido

Teatro é realmente uma das minhas paixões, cheguei a penser em levar como profissão mas devido a motivos pessoais, eu desanimei e decidi levar como hobbie e se calhar de um dia dar certo, uma 2ª profissão.
Fiz aproximadamente dois anos de teatro amador, um na escola que estudei (um tempo perdido na minha vida haha) e outro na Cia Olympo, que como muitos já sabem, resultou numa peça sensacional, dirigida pelo Guily Rahner. (http://www.youtube.com/watch?v=9QJ8DRBOxkQ)
É uma pena que eu não tenha conseguido aproveitar tudo que o curso oferecia, já viu uma menina de 16 anos passando por uma crise existencial? Acho que isso não é novidade para ninguém haha... E foi bem assim.. um pouco revoltada e ansiosa eu não consegui alcançar grande parte do objetivo dessa peça. Mas tudo bem, a experiência foi válida e maravilhosa.

Histórias a parte, hoje eu quero falar sobre o Teatro do Oprimido. Não que eu saiba MUITO sobre esse tema, mas acho SUPER válido deixar registrado para que as pessoas leiam um pouco sobre e talvez, assim espero, se interessem.

O fundador do Teatro do Oprimido é Augusto Boal, nasceu no RJ, químico, recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade da Columbia onde teve despertado o interesse pelo teatro, abandonando a química (graaaças a Deus, química é o fim do mundo).
Em 1971 quando foi exilado do Basil, trabalhou na Argentina, Portugal, Peru e França, disseminando sua prática pelo mundo todo de diferentes formas. (A ditadura Militar exilava toda e qualquer forma de inteligência)

Palavras de Boal:

O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'.

Essa prática foi criada no Brasil, década de 60 (Ditadura Militar) e depois seguiu em diversos países que passavam por outras tantas opressões. Na visão de Boal, a prática sería (e realmente foi) bem aceita, pois em todo e qualquer lugar haverá um grupo oprimido, "Onde existe opressão, existe a necessidade de um teatro do oprimido, isto é, de um teatro para a libertação" (Claro, e quem não assume que existe a opressão, é um opressor).

Inicialmente a problemática trabalhada era a Ditadura Militar, a ideia era que as classes oprimidas pudessem fazer um ensaio geral de uma questão verdadeira, tendo dia, hora e local determinados. Não seriam criadas situações como "O direito de voto à mulher", pois essa questão já havia sido resolvida, mas "A passeata que ocorrería na próxima segunda-feira" precisaría de um ensaio. (É basicamente uma alfabetização política)

Os princípios fundamentais dessa prática, são:
1° - Tranformação do espectador, ser passivo, recipiente, depositário, em protagonista da ação dramática, sujeito, criador, transformador.
2° - Não tratar apenas de refletir sobre o passado, mas visar o futuro.
3º - Só com a tranformação do espectador para protagonista o objetivo será alcançado. Quando o espectador torna-se o foco, dentro da problemática, e consegue realizar uma ação libertadora mesmo sendo "ficção" o teatro o estimulará a realizar a mesma atitude numa situação real.
4° - O Teatro do Oprimido deve der práticado constantemente para que possa ser transformado em realidade.
5º - É importante lembrar que é natural de todo os homens e mulheres a prática do teatro e arte em geral. Toda criança pinta, dança e interpreta, mas por repressões da escola, família etc o talento é exilado, como se não fosse mais natural. "O teatro pode ser feito em todo lugar, até mesmo dentro do teatro"
6° - O teatro deve ser encarado como a preparação da revolução, como o seu estudo e análise. É o ensaio geral da Revolução ensaiando o Modelo de Ação Futura.


Fiz um resumo muito breve do que foi essa, tão maravilhora, ideia de Boal. Existe muito mais por trás disso tudo, foram trabalhadas novas ideias e novas formas de praticar o Teatro do Oprimido através de danças, jogos, brincadeiras etc... mas ai fica por conta do curioso, ou não, ir atrás de mais detalhes.

segunda-feira, maio 16, 2011

Criei esse blog somente com o intuíto de ter onde publicar o que eu escrevo (o que nunca fiz), porém como pretendo seguir a faculdade de jornalismo acho válido começar a treinar, né? hahaha

Então, cá estou eu tentando começar o blog...



Gerador

Sentada lá no alto, vi o dia começar a amanhecer
Os passáros cantavam, o trânsito já fazia barulho
aquilo costumava me aborrecer...
Mas algo, aqui dentro, estava inquietante
e era tão alto que não consegui ao menos me incomodar com o que acontecia,
                                          ao meu redor.
Percebo então que fui tomada pelo som do silêncio
ele grita, grita até se acalmar... até que vire música.
Foi ai que encontrei o verdadeiro ritmo do que é Ser,
Pude ver aquilo que vaza, só pelos olhos (e em parte)

Mas isso, é segredo... que eu não contaría a ninguém.