quinta-feira, novembro 17, 2011

Sem título

Olhando para a página do blog ainda em branco, sem ter a miníma ideia de como preenche-la.

Pensei em escrever sobre uma garota qualquer. Na verdade, uma que vi no metrô certa vez. Ela me parecia um pouco mal humorada, vestia uma calça desleixada combinada com uma camiseta que tinha estampada a bandeira dos EUA, seus tênis estavam gastos e os cadarços eram de cores ofuscantes. Observa-la andando com certa pressa, com aquela expressão carrancuda, me inspirou a escrever uma história bem clichê, em que uma garota chamada Natália, (nome sem relevância alguma) aparentava ser uma rebelde sem causa. Não se dava com a família, era de poucos amigos, cabulava aulas e fumava cigarros sem ao menos suportar o cheiro que impregnava em suas roupas. Talvez eu diria também que seus cabelos eram pretos com mechas verdes. E para completar o previsível, contaria que na realidade, ela tinha motivos para ser assim: a mãe não se importava com ela, o pai era alcoólatra ou ela tinha qualquer outro problema grave. Grave o suficiente para que se possa compreender a menina e ainda sentir uma dose de piedade.
Pensei também em escrever sobre um caso passado. Dizer que me apaixonei por alguém que conheci na praia, observando um pôr-do-sol divino. Tudo teria acontecido em um final de verão em que eu gostava de deixar a janela do quarto aberta para acordar com o brilho do sol que refletia no mar.Tudo era mais doce, tudo era mais sereno. Na história, ele era lindo e gentil, até que teria sido honrada com o desprazer de conhece-lo, ou enxerga-lo. Eu havia idealizado um homem, que é claro, não existia. Então eu compartilharia aqui que precisei praticar a arte do desapego, mas sofri muito. E ainda por cima, juraria de pés juntos que esse enredo era somente meu.
Ou talvez, seria mais legal ainda, dizer que enquanto pensava no que escrever, olhava para as estantes de livros que estão frente a mim, aparentemente livros superinteressantes, dos quais poucos li. Contendo desde quadrinhos japoneses até um livro de correspondências entre Freud e Ferenczi. Eu poderia até comentar os livros, baseando-me em breves sinopses ou fazer intrigantes citações de trechos. Talvez seria realmente mais interessante.

Mas eu só quis escrever. Escrever sem me preocupar com a qualidade das histórias.
Deixar o telefone fora do gancho por alguns minutos. Me desconectar desse mundo bagunçado. Dessa vez, eu só queria conseguir esvaziar a cabeça e falar exatamente sobre Nada. 
Escrever me faz sentir viva, pois foi assim que encontrei meios de acalmar o barulho do silêncio. E é assim que termino essa história com tempos verbais confusos e sem um final relevante ou até interessante, com Nada.

sábado, outubro 15, 2011

Compacto

... e eu me dei ao luxo de mudar o final da minha história várias vezes após conhece-la.
Ela havia dito que era simples, controlar o mundo era simples. De início, não entendi muito bem.
Nos encontrávamos com certa frequência. Aquela mulher era fascinante! Talvez, mais intrigante do que fascinante. Ela escrevia histórias inacabadas, conversávamos sobre futuros hipotéticos para seus personagens bizarros, eu os amava tanto quanto a amava.
A única certeza que tinha era a de querer me afogar em sua presença.

Passei a ama-la mais após contar-me seu segredo.
No fim de uma tarde qualquer, deitados no gramado, ela tapou meus olhos. "Um por vez" disse ela. A sensação era de que os dedos dela tocavam minha alma.
"Vê?" ela perguntou.
Eu fiquei em silêncio, querendo eternizar aquele momento.
"Agora, faça sozinho"
Abri apenas o olho direito, depois só o esquerdo. Observei que, conforme alternava os olhos, as coisas ao meu redor se mexiam da direita para a esquerda.

Por mais absurdo que isso possa parecer, fez todo o sentido e, como já disse, passei a amá-la mais.

Amá-la era natural. Eu não precisava dela, é fato. Nem ela de mim.
Mas aprender a construir inúmeras histórias em uma só, me prendeu a ela. Nada mais era clichê, construíamos as mais absurdas histórias, e nos perdíamos nelas.

Eu mentiria ao dizer que ela se tornou o que há de mais sagrado para mim. Acho que, além disso, ela, também sagrada, compartilha do mesmo significado da palavra.

E continuo mudando os finais das minhas, das nossas, histórias
Continuamos controlando o mundo da nossa forma, sem que ninguém mais saiba.

quarta-feira, julho 13, 2011

O teatro da vida

Hoje, dia X, nasce uma criança na materninadade Y. Filho de Fulana de Tal e Fulano de Tal, chame-se Fulaninho de Tal.
Os amigos e familiares dos Fulanos irão visitá-los no hospital a fim de parabenizá-los pelo nascimento de Fulaninho, e como de praxe, os visitantes dizem coisas como "Tem os olhos da mãe e o nariz do pai", etc... Mas é claro, Fulana está muito contente e recebe os comentários com a maior alegria do universo, enquanto pensa junto ao seu marido sobre o brilhante futuro que terá Fulaninho.

Claro, não são todos que nasceram assim. Alguns na rua, outros em piscinas climatizadas e esterilizadas sendo assistidos por toda uma equipe médica pronta para salvá-lo de qualquer perigo, mas o que realmente importa: Fulaninho nasceu e ele será lindo, estudioso, fará uma boa faculdade, terá sucesso no emprego, casará com uma boa moça e perpetuará sua "rara espécie" com os Fulaninhos Jrs.

Passamos por uma série de ciclos durante a vida. Começamos pela escola, lugar o qual nos questionamos em tempo integral sobre o real motivo da obrigatoriedade de concluirmos esse complexo processo educacional, sendo que no final das contas, aproveitamos muito pouco do que nos foi ensinado e além da inutilidade de grande parte do conteúdo, vale ressaltar também a dificuldade da questão social deste lugar.
Ao passar por essa prova de fogo, entramos na universidade. Formamos grupos de novos amigos, apresentamos trabalhos, estagiamos e finalizamos essa etapa com o temido TCC.
Procuramos fazer o que foi ensinado pelos nossos pais, e logo nosso discurso se tornará no mínimo parecido ao deles.
Arrumamos um emprego, somos desrespeitados e processamos a empresa ou pessoa que nos ofendeu, lidando com leis desconhecidas e confusas .
Assistimos a programas, lemos notícias, somos questionados sobre problemas que acontecem em todos os cantos do mundo, e não sabemos exatamente como responder.
Ficamos estressados, reclamamos do emprego na hora do jantar, fumamos, comemos muito chocolate, engordamos e nos divorciamos (ou quase).

Nossos fulaninhos já estão gradinhos! Entram na escola, faculdade e repetem na essência, a mesma coisa que nós.

Essa é a história. Com a exceção de alguns que conseguiram fugir desse ciclo vicioso, ou outros que tiveram a felicidade de realizar algumas mudanças, é sempre assim.

Tentamos encontrar o sentido das coisas. Amamos, odiamos, pensamos e nos questionamos. Valorizamos a felicidade e detestamos a angústia. Somos inevitavelmente "arrastados" para um lugar qualquer quando tentamos caminhar sozinhos, então concluímos que não somos livres. Estamos todos fadados a viver no Processo do universo de Kafka?

Nossa liberdade é realmente muito menor do que imaginamos, somos obrigados a trabalhar e seguir algum tipo de repetição imposta pela sociedade, e esse previsível modelo de vida descrito anteriormente é onde a maioria das pessoas desemboca. Seja por preguiça, comodismo ou por acharem que é assim mesmo, a vida torna-se essa mesmice.
É difícil fazer diferente, todo mundo nos ensinou que era assim, não é? Mas não precisa ser.

Muita gente me pergunta o significado da minha tatuagem, aqui está:
Across the Universe.

O mundo é muito grande para limitarmos nossas vidas a serem tão previsíveis.
O meu único plano é ser feliz, da maneira que for.



quarta-feira, junho 01, 2011

Mulher elástico

E para que o famoso e inoportuno momento de insônia não seja jogado fora, tentarei transformá-lo em algo aproveitável.
Hoje foi um dia razoavelmente corrido, acordei cedo, corri para a Oscar Freire para uma seleção, ônibus, metrô e voltei pra casa. Arrumei as coisas, fiz almoço, lavei a louça. Tive 10 minutos descontraídos na frente do computador, e então... Lá fui eu entrar no metrô de novo, indo dar uma forcinha pra minha prima num trabalho da faculdade (no qual, a linda da minha irmã foi a "modelete"). Metrô de novo, dessa vez o destino foi a casa do papai... (Mas quem foi que disse que eu consegui fugir de fazer o jantar?) haha.

Bom, no meio de tudo isso, fiquei pensando numa pessoa: minha mãe. Tentei multiplicar esse meu cansaço por 20 e adicionar um cansaço mental desconhecido por mim, e provavelmente por todo mundo aqui.
Uma curiosidade sobre minha mãe, é que ela é um pára-raios de problemas em serviços contratados. Acho que ela muda todo mês de Net para TVA e vice-versa, liga para a Claro ao receber suas contas indevidamente cobradas passando horas no tefone, ouvindo pérolas e pérolas ("Eu vou estar transferindo a senhora para outro setor", "Eu vou estar agendando um dia para que o técnico esteja indo à sua residência"... e por aí vai), e ainda por cima, ela vive procurando por uma poupança que "se perdeu por ai".

Além disso tudo, ela tem um trabalho muito cansativo, porém excepcionalmente admirável. Ela é psicanalista. Atende numa clínica que divide com outros colégas de trabalho (todos focados na área da saúde mental). Outro ponto que muito me admira no trabalho dela, é a capacidade de manter total sigilo sobre as questões de seus pacientes, tornando-se assim uma pessoa de extrema confiança dentro e fora de seu ambiente de trabalho.

Às vezes, chega a ser engraçado para quem vê de fora, mas ela não deixa que nada (ou quase nada) de sua vida pessoal seja exposto aos seus pacientes... Talvez, eu até leve bronca por esse texto. Mas o que eu quero conseguir deixar registrado é o tamanho do orgulho que eu tenho dessa mulher, mãe, amiga e psicanalista. Ela realmente se desdobra para conseguir ser uma mãe mulher, amiga mãe, mulher amiga, enfim, eu não vou ficar fazendo combinações aqui. Deu para entender, né?

E olha, dá pra imaginar que com todo esse carinho, (que eu sei que é recíproco) a gente briga? E não, isso não é muito raro. Mas eu acho que o mais legal de tudo isso, é que depois de todos os atritos, a gente consegue parar para pensar e deixar de lado toda aquela caricatura que construímos (mesmo sem querer).
E assim, enxerga que somos só seres humanos, e estamos em constante aprendizado. A gente vê que não valeu a pena gritar e ter ouvido ela gritar também, percebe que se você diz que não vai lavar a louça porque está cansada, ela provavelmente está o dobro!
E ai vem a parte confusa... Mesmo com algumas mudanças (melhoras, óbvio) vai ser sempre assim. Acho que é uma dinâmica (que inclusive, não é só nossa), mas eu amo o fato de que nós possamos errar, e amo mais ainda o fato de que esses erros não sejam definitivos.

A paciência dessa mulher é de ferro, mesmo ganhando alguns fios de cabelos brancos e fumando mais do que o de costume, ela conseguiu passar pela fase rebelde das filhas e de quebra torná-las pessoas de caráter, incluir um bom gosto musical (mãe, o sertanejo é só pra descontrair, eu juro hahaha), inserir livros e filmes que fizeram toda a diferença. Enfim, ela formou pessoas do bem, como ela diria. E com certeza pessoas que acima de tudo tem o maior amor do mundo por ela. É, ela tá de parabéns...

terça-feira, maio 31, 2011

Palhaçada

Olá gentee, tudo bem?

Eu não sei o que vocês pensam sobre o assunto, mas como é algo que realmente me incomoda, eu PRECISO postar aqui.
No que se transformou o conceito de comédia?

Rafinha Bastos diz:

 "Toda mulher que eu vejo na rua reclamando que foi estuprada é feia... Tá reclamando do quê? Deveria dar graças a Deus. Isso pra você não foi um crime, e sim uma oportunidade. Homem que fez isso não merece cadeia, merece um abraço".

Nooossa Rafinha, como você é engraçado! Aposto que todas as mulheres (principalmente as estupradas) gostariam de mandar um beijo para o estuprador, e um especial pra o senhor pelo feliz depoimento dado durante o seu show... (de horrores). E para finalizar com chave de ouro, nosso ilustre humorista além de engraçado, é humilde:

“Eu sou foda. Eu sou muito foda. Não precisa o Twitter me dizer, não precisa o fã me dizer… Minha mulher, talvez, eu até goste. Meu pai. E acaba aí” (Ai Rafinha, você é um fofinho.. ownn GRACINHA!)


Bom, por mais estressada e fula da vida que eu esteja com essa figura, pois não consigo chamá-lo nem ao menos de homem... Acho que projeto de machinho talvez o caracterizaria bem...Ok, mas voltemos a questão que eu gostaria mesmo de por em pauta : O que é comédia?
A ideia inicial da comédia era a possibilidade de sátira de alguma ideia sobre a qual queria-se protestar. Diz o ditado: "Morrer é fácil, difícil é fazer comédia". Hoje, grande parte da massa passa os finais de domingo assistindo Pânico na TV e paga para ver Jackass no cinema. Me perdoe se você é umas dessas pessoas, mas no humor, no humor de verdade não é aceito que se maltrate ninguém. No humor que realmente tem valor, as piadas não precisam ser apelativas, ofensivas para serem engraçadas. As pessoas estão emburrencendo e perdendo todo e qualquer conceito de crítica que ainda deveria existir. O telespectador deixou a mídia o emburrecer quando aceitou que sua inteligência fosse subestimada.

O mundo está completamente equivocado, até as músicas que eram utilizadas para passar algo relevante para o ouvinte (Chico Buarque, Cazuza, Legião Urbana, etc) foram substituidas pelo "filósofo Mc Catra", Justin Biebber e Bonde do tigrão (que vamos combinar? Já virou praticamente um clássico!)

É claro que isso aconteceria, eu já suspeitava, fugi do tema "comédia" para falar de "emburrecimento global", mas tive a brexa para engatar no assunto, e cá estou eu, falando sem parar da indignação de estar cercada de pessoas que acham que o único motivo de ter conhecimento é para que um dia ele seja revertido em dinheiro, pessoas que escrevem completamente errado e nem sequer ficam constrangidas por isso.
A futilidade tomou conta, o senso do ridículo se perdeu por ai e talvez não volte mais. Não estou dizendo que devemos andar por ai pregando revolução, mas muito me preocupa o caminho que a sociedade está tomando...

Bom gente, acho que é isso. Post revoltado, mas com motivo, eu acho. haha
E ao meu "muso inspirador", Rafinha Bastos, um beijo no coração... se é que ele tem algum, né? ;)

terça-feira, maio 17, 2011

Teatro do Oprimido

Teatro é realmente uma das minhas paixões, cheguei a penser em levar como profissão mas devido a motivos pessoais, eu desanimei e decidi levar como hobbie e se calhar de um dia dar certo, uma 2ª profissão.
Fiz aproximadamente dois anos de teatro amador, um na escola que estudei (um tempo perdido na minha vida haha) e outro na Cia Olympo, que como muitos já sabem, resultou numa peça sensacional, dirigida pelo Guily Rahner. (http://www.youtube.com/watch?v=9QJ8DRBOxkQ)
É uma pena que eu não tenha conseguido aproveitar tudo que o curso oferecia, já viu uma menina de 16 anos passando por uma crise existencial? Acho que isso não é novidade para ninguém haha... E foi bem assim.. um pouco revoltada e ansiosa eu não consegui alcançar grande parte do objetivo dessa peça. Mas tudo bem, a experiência foi válida e maravilhosa.

Histórias a parte, hoje eu quero falar sobre o Teatro do Oprimido. Não que eu saiba MUITO sobre esse tema, mas acho SUPER válido deixar registrado para que as pessoas leiam um pouco sobre e talvez, assim espero, se interessem.

O fundador do Teatro do Oprimido é Augusto Boal, nasceu no RJ, químico, recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade da Columbia onde teve despertado o interesse pelo teatro, abandonando a química (graaaças a Deus, química é o fim do mundo).
Em 1971 quando foi exilado do Basil, trabalhou na Argentina, Portugal, Peru e França, disseminando sua prática pelo mundo todo de diferentes formas. (A ditadura Militar exilava toda e qualquer forma de inteligência)

Palavras de Boal:

O Teatro do Oprimido é o teatro no sentido mais arcaico do termo. Todos os seres humanos são atores - porque atuam - e espectadores - porque observam. Somos todos 'espect-atores'.

Essa prática foi criada no Brasil, década de 60 (Ditadura Militar) e depois seguiu em diversos países que passavam por outras tantas opressões. Na visão de Boal, a prática sería (e realmente foi) bem aceita, pois em todo e qualquer lugar haverá um grupo oprimido, "Onde existe opressão, existe a necessidade de um teatro do oprimido, isto é, de um teatro para a libertação" (Claro, e quem não assume que existe a opressão, é um opressor).

Inicialmente a problemática trabalhada era a Ditadura Militar, a ideia era que as classes oprimidas pudessem fazer um ensaio geral de uma questão verdadeira, tendo dia, hora e local determinados. Não seriam criadas situações como "O direito de voto à mulher", pois essa questão já havia sido resolvida, mas "A passeata que ocorrería na próxima segunda-feira" precisaría de um ensaio. (É basicamente uma alfabetização política)

Os princípios fundamentais dessa prática, são:
1° - Tranformação do espectador, ser passivo, recipiente, depositário, em protagonista da ação dramática, sujeito, criador, transformador.
2° - Não tratar apenas de refletir sobre o passado, mas visar o futuro.
3º - Só com a tranformação do espectador para protagonista o objetivo será alcançado. Quando o espectador torna-se o foco, dentro da problemática, e consegue realizar uma ação libertadora mesmo sendo "ficção" o teatro o estimulará a realizar a mesma atitude numa situação real.
4° - O Teatro do Oprimido deve der práticado constantemente para que possa ser transformado em realidade.
5º - É importante lembrar que é natural de todo os homens e mulheres a prática do teatro e arte em geral. Toda criança pinta, dança e interpreta, mas por repressões da escola, família etc o talento é exilado, como se não fosse mais natural. "O teatro pode ser feito em todo lugar, até mesmo dentro do teatro"
6° - O teatro deve ser encarado como a preparação da revolução, como o seu estudo e análise. É o ensaio geral da Revolução ensaiando o Modelo de Ação Futura.


Fiz um resumo muito breve do que foi essa, tão maravilhora, ideia de Boal. Existe muito mais por trás disso tudo, foram trabalhadas novas ideias e novas formas de praticar o Teatro do Oprimido através de danças, jogos, brincadeiras etc... mas ai fica por conta do curioso, ou não, ir atrás de mais detalhes.

segunda-feira, maio 16, 2011

Criei esse blog somente com o intuíto de ter onde publicar o que eu escrevo (o que nunca fiz), porém como pretendo seguir a faculdade de jornalismo acho válido começar a treinar, né? hahaha

Então, cá estou eu tentando começar o blog...



Gerador

Sentada lá no alto, vi o dia começar a amanhecer
Os passáros cantavam, o trânsito já fazia barulho
aquilo costumava me aborrecer...
Mas algo, aqui dentro, estava inquietante
e era tão alto que não consegui ao menos me incomodar com o que acontecia,
                                          ao meu redor.
Percebo então que fui tomada pelo som do silêncio
ele grita, grita até se acalmar... até que vire música.
Foi ai que encontrei o verdadeiro ritmo do que é Ser,
Pude ver aquilo que vaza, só pelos olhos (e em parte)

Mas isso, é segredo... que eu não contaría a ninguém.